Suplementação auxilia a combater obesidade

Diante de inúmeros fatores que afetam a qualidade da vida moderna, estudos demonstram que a redução de doenças cardiovasculares, do câncer, acidente vascular cerebral, arteriosclerose, enfermidades hepáticas, dentre outras, podem ser minimizadas por meio do consumo de alimentos que contenham substâncias que auxiliam na melhora do estado nutricional. Devido a hábitos adquiridos que contam com uma alimentação pouco balanceada e pobre em nutrientes essenciais ao organismo, as novas tendências alimentares justificam o desenvolvimento de alimentos funcionais e suplementos que, além da capacidade nutricional, possuem propriedades terapêuticas capazes de fornecer benefícios a saúde e reduzir o risco de doenças.

Dados surpreendentes da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico – Vigitel, realizada pelo Ministério da Saúde em todas as capitais do país, revela que em 10 anos a prevalência da obesidade passou de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016, atingindo quase um em cada cinco brasileiros. O resultado reflete respostas de entrevistas realizadas de fevereiro a dezembro de 2016 com 53.210 pessoas maiores de 18 anos das capitais brasileiras. “A obesidade é uma doença crônica decorrente de muitos fatores, no entanto, podemos considerar o sedentarismo e má alimentação como dois dos pilares da causa da doença. A obesidade causa alterações no tecido adiposo e está associada com um processo inflamatório crônico”, declara o nutricionista Rodrigo Loschi, consultor técnico da Maxtitanium Suplementos.

O consumo de ácidos graxos Ômega 3 auxilia na manutenção de níveis saudáveis de triglicerídeos, reduzindo riscos de doenças cardíacas e diminuindo o colesterol ruim.

De acordo com o profissional, a suplementação pode auxiliar as pessoas que buscam melhora na saúde e bem-estar, como é o caso dos ácidos graxos ômega 3, conhecidos como nutrientes com ação anti-inflamatória. “O corpo humano não é capaz de produzir ômega 3 e a maior parte da população ocidental não consome, em níveis adequados, esses ácidos graxos por meio das fontes naturais. Estudos científicos comprovam os resultados positivos dos seus nutrientes na ação anti-inflamatória e a redução dos níveis de LDL e triglicérides, minimizando o risco cardiovascular, além de agir positivamente na formação e manutenção de estruturas cerebrais. Os efeitos de proteção à saúde humana, produzidos pelo consumo de peixe ou do óleo de peixe, são atribuídos à presença de ácidos graxos Ômega 3, principalmente EPA (ácido eicosapentanoico)e DHA (ácido docosahexanoico), desde que associado bons hábitos alimentares e a prática de atividade física. Pesquisas confirmam esses benefícios na melhora da saúde cardiovascular, no perfil de colesterol bom, controle triglicérides e muitos outros”, explica Rodrigo.

Os profissionais de nutrição alertam que a suplementação deve ser orientada e adequada as necessidades de cada pessoa. Confira abaixo a entrevista concedida pelo nutricionista Rodrigo Loschi:

Como o suplemento de ômega 3 pode auxiliar no processo de emagrecimento?

Estudos com a suplementação de ômega 3 tem mostrado efeitos positivos sobre a modulação da leptina circulante (3). A leptina é produzida no tecido adiposo, e é responsável pela modulação do apetite. O tecido adiposo branco constitui a maior parte do tecido adiposo do nosso corpo, é considerado um órgão endócrino por produzir citocinas inflamatórias que podem causar síndrome metabólica, resistência insulina (2). A obesidade causa alterações no tecido adiposo e está associada com um processo inflamatório crônico.

No geral qual é a recomendação diária de consumo?

As doses efetivas da suplementação são de 1 a 3g/dia na forma de óleo de peixe. Os ácidos graxos mais estudados são o ALA (ácido alfalinolênico), o EPA (ácido eicosapentaenoico), e o DHA (ácido docosahexaenoico), o ALA está presente em produtos de origem vegetal como linhaça, nozes e soja, e o EPA e o DHA presentes nos peixes, óleo de peixe e algas marinhas.

Como é o processo na melhora da sensibilidade da insulina?

Os ácidos graxos ômega-3 do óleo de peixe (EPA e DHA) apresentam importante efeito terapêutico em diversas doenças, por serem potentes nutrientes com ação anti-inflamatória, no quadro de resistência à insulina (alteração que faz a insulina não funcionar direito), a suplementação com ômega-3 apresenta melhora na sensibilidade da insulina por inativar uma proteína quinase C (5) que interfere na expressão de enzimas que metabolizam açúcar no sangue e aumentam a oxidação dos ácidos graxos. No paciente com obesidade é comum os exames de rotina confirmarem quadro de resistência insulina, marcadores de inflamação elevado e esteatose hepática não alcoólica.

(Visitado 17 vezes, 1 visitas hoje)