Melatonina e seus benefícios

A melatonina (N-acetil-5-metoxitriptamina) é um hormônio produzido por diversos animais e plantas[1]. Em animais superiores, é o produto de secreção da glândula pineal. Quimicamente, é uma indolamina sintetizada a partir do triptofano (aminoácido essencial encontrado nas proteínas) e, devido ao seu caráter anfifílico, pode atravessar facilmente as membranas celulares por difusão. Em conseqüência, a melatonina não é armazenada no interior do pinealócito e é imediatamente liberada dentro dos capilares sangüíneos que irrigam a glândula pineal após a sua formação. Assim, a secreção de melatonina depende de sua síntese, que é catalisada por quatro enzimas distintas: triptofano hidroxilase (TPH), descarboxilase de L-aminoácidos aromáticos, N-acetiltransferase (NAT) e hidroxi-indol-O-metiltransferase (HIOMT).
A glândula pineal participa na organização temporal dos ritmos biológicos, atuando como mediadora entre o ciclo claro/escuro ambiental e os processos regulatórios fisiológicos, incluindo a regulação endócrina da reprodução, a regulação dos ciclos de atividade-repouso e sono/vigília assim como a regulação do sistema imunológico, entre outros.
Em humanos, a melatonina tem sua principal função em regular o sono; ou seja, em um ambiente escuro e calmo, os níveis de melatonina do organismo aumentam, causando o sono. Por isso é importante eliminar do ambiente quaisquer fontes de som, luz, aroma, ou calor que possam acelerar o metabolismo e impedir o sono, mesmo que não percebamos. Outra função atribuída à melatonina é a de antioxidante, agindo na recuperação de células epiteliais expostas a radiação ultravioleta[2] e, através da administração suplementar, ajudando na recuperação de neurónios afectados pela doença de Alzheimer[3] e por episódios de isquémia (como os resultantes de acidentes vasculares cerebrais)[4].

A melatonina é um hormônio produzido por diversos animais e plantas. Em animais superiores, é o produto de secreção da glândula pineal. Quimicamente, é uma indolamina sintetizada a partir do triptofano (aminoácido essencial encontrado nas proteínas) e, devido ao seu caráter anfifílico, pode atravessar facilmente as membranas celulares por difusão. Em conseqüência, a melatonina não é armazenada no interior do pinealócito e é imediatamente liberada dentro dos capilares sangüíneos que irrigam a glândula pineal após a sua formação. Assim, a secreção de melatonina depende de sua síntese, que é catalisada por quatro enzimas distintas: triptofano hidroxilase (TPH), descarboxilase de L-aminoácidos aromáticos, N-acetiltransferase (NAT) e hidroxi-indol-O-metiltransferase (HIOMT).

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A glândula pineal participa na organização temporal dos ritmos biológicos, atuando como mediadora entre o ciclo claro/escuro ambiental e os processos regulatórios fisiológicos, incluindo a regulação endócrina da reprodução, a regulação dos ciclos de atividade-repouso e sono/vigília assim como a regulação do sistema imunológico, entre outros.

Em humanos, a melatonina tem sua principal função em regular o sono; ou seja, em um ambiente escuro e calmo, os níveis de melatonina do organismo aumentam, causando o sono. Por isso é importante eliminar do ambiente quaisquer fontes de som, luz, aroma, ou calor que possam acelerar o metabolismo e impedir o sono, mesmo que não percebamos. Outra função atribuída à melatonina é a de antioxidante, agindo na recuperação de células epiteliais expostas a radiação ultravioleta e, através da administração suplementar, ajudando na recuperação de neurónios afectados pela doença de Alzheimer e por episódios de isquémia (como os resultantes de acidentes vasculares cerebrais).

Combate aos radicais

Já o neurologista Walter Pierpaoli, da Fundação Biancalana Masea, na Itália, implantou uma glândula pineal novinha em folha no cérebro de uma cobaia velha e ela também ganhou 30% mais longevidade. O pesquisador americano Russel Reiter tem uma teoria para explicar a juventude esticada dos animais: “A melatonina é mais eficiente no combate aos radicais livres do que a vitamina E”, afirma. Radicais livres são moléculas produzidas durante a respiração que possuem um número ímpar de elétrons ao redor do núcleo. Como esses só gostam de viver em pares, os radicais roubam elétrons de tudo quanto é célula que encontram pela frente, causando estragos que, somados, estão por trás de males diversos, como a perda de memória na velhice e o câncer.

As defesas aumentam

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Em tubos de ensaio, os cientistas já observaram que a melatonina pode fazer um tumor maligno crescer mais devagar. Também em vidrinhos de laboratório o hormônio age como uma vara de condão que multiplica as células imunológicas. “São estudos sérios, mas ainda não há garantia de que o mesmo se repita dentro do corpo humano”, opina Monjan, do Instituto Nacional do Envelhecimento. E Reiter lamenta: “Nas poucas vezes em que esses efeitos foram testados em seres humanos, foram usados pacientes à beira da morte. Mas acho que muito em breve a melatonina será examinada em gente com câncer pouco desenvolvido.”

Isso dependerá das novidades saídas da indústria farmacêutica: “Como o hormônio faz mil e uma coisas dentro do organismo, fica difícil tomar melatonina para esse ou aquele efeito sem produzir uma série de outros”, explica Cipolla, da USP. Mas os químicos estão se inspirando na substância natural para desenhar moléculas com uma única ação – anticâncer ou sonífera, por exemplo. Drogas assim, com tudo o que a melatonina tem de bom e nada do que ela pode causar de ruim, deverão chegar ao mercado nos próximos dois anos.

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