Creatina e Cafeína

Creatina e cafeína

Chega de proibição: Anvisa libera consumo no Brasil.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o uso da creatina e da cafeína como suplemento alimentar para atletas. A medida integra uma resolução aprovada na Anvisa, com novas regras para alimentos usados por esportistas. Embora usados por frequentadores de academias e esportistas, a venda de creatina e de cafeína como suplemento alimentar não era permitida no País. Tanto cafeína quanto creatina estavam registradas na Anvisa apenas para uso em medicamentos. A inclusão foi feita depois de um apelo de fabricantes e da apresentação de estudos que comprovam a segurança e a eficácia dos produtos.

A resolução era estudada pela Agência há mais de um ano. “A Anvisa avaliou estudos científicos apresentados pelas empresas durante o período de consulta pública e pelo grupo de trabalho instituído pela Anvisa para a revisão da Portaria SVS/MS 222/1998. Sendo que a maioria se refere a consensos científicos na área (Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte – SBME; Scientific Committee On Food / European Commission) e outros ensaios clínicos sobre a eficácia da creatina para atletas”, explica Adriana Rodrigues da Mata, especialista em regulação e vigilância sanitária da Gerência de Alimentos da Anvisa.

Com a mudança, rótulos terão de ser alterados para apresentar a frase de advertência: “Este produto não substitui uma alimentação equilibrada e seu consumo deve ser orientado por nutricionista ou médico”, “O consumo de creatina acima de 3g ao dia pode ser prejudicial à saúde”, “Este produto não deve ser consumido por crianças, gestantes, idosos e portadores de enfermidades”. Deverá constar também “Suplemento de Creatina para Atletas” e o tamanho da fonte utilizada para designação do produto deve ser no mínimo 1/3 do tamanho da fonte utilizada na marca.

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A liberação da venda da creatina aconteceu em abril e as empresas terão 18 meses para se adaptar à nova regulamentação.

A liberação da creatina era uma reivindicação antiga da Abenutri (Associação Brasileira das Empresas de Produtos Nutricionais). Segundo Euclésio Bragança, presidente da entidade, a liberação acontece com 12 anos de atraso. “A creatina é uma substância segura e eficaz usada em diversos países por praticantes de exercícios em geral e, em especial, dos de curta duração e alta intensidade – como boxeadores, levantadores de peso, praticantes de musculação e atletas de corridas curtas”. “Para o consumidor brasileiro, esta é uma vitória da democracia, da razão e da ciência. A creatina é o suplemento mais eficiente que existe”, explica Wilton Colle, presidente da Midway, indústria brasileira de suplementação alimentar. “É bom frisar que a Creatina é uma substância de livre consumo no mundo inteiro, consumida especialmente por atletas.

Para a Midway, isto significa vitória e conquista em 10 anos de debates com a Anvisa, assim como a possibilidade de atender a demanda de milhões de consumidores”

A função da creatina Vinicius Moretto é professor de educação física e toma creatina há 3 meses. O objetivo dele era ganho muscular. “Aumentei meu peso e senti também o aumento do volume muscular”, comenta. A creatina (creatina fosfato) é o nutriente de menor número de reações químicas na produção de ATP (energia), ou seja, é o elemento que gera energia em menor tempo em nosso organismo.

Este sistema energético disponibiliza energia nos primeiros segundos de um esforço intenso, como em um sprint de 100 metros, ou uma série de determinado exercício de musculação. A suplementação de creatina tem como objetivo aumentar as reservas deste substrato. O benefício desta reserva é a recomposição da fonte energética, por exemplo, um indivíduo executa uma série de supino com uma carga de alta intensidade, normalmente, ele não conseguiria manter a carga ou o número de repetições em uma próxima série em um intervalo entre 1 a 2 minutos, com a suplementação, é possível manter esta intensidade, pois os músculos dispõem de maior quantidade de creatina.

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A creatina causa retenção de líquido e por isso aumenta o volume muscular (hipertrofia metabólica) e peso corpóreo. No término da suplementação, este volume tende a diminuir, porém percebe-se a otimização de hipertrofia devido ao aumento da intensidade dos treinos. Quanto à forma de suplementação, nutricionistas sugerem o consumo de 20g diárias nos primeiros dias, período chamado de saturação, e então logo após esta estratégia, uso diário de 5 g. Novos estudos dizem ter a mesma obtenção de resultados utilizando 2 g diárias com menos retenção de líquidos e podendo até prolongar o tempo do ciclo de suplementação.

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